quarta-feira, 12 de julho de 2017

Sonha

Corre vai atrás
Sente a brisa
Não deixes de sonhar, corre atrás
Ama-te e abstrai-te do mundo...
Vai vai, não deixes nada para fazer
Amanhã poderá ser um Adeus
Vai
Nunca desistas,
Sente, vive para sempre
Sente
A vida é um nascer de sol entre um por do Sol.
Não deixes de Sonhar, torna te Único e serás único.
Ama-te valoriza-te vai atrás.
Sente a brisa, sente os arrepios do vento
Mergulha de cabeça e vai enfrente
Vai Ama-te até ao último minuto.
Nunca desistas, sorri
Sorri sempre e mais que sempre
Corre corre, rasga o vento e conquista a floresta encantada dos sonhos. Vai
Se não tiveres força, acredita só. Ama mais e revela-te.
Corre com força vai atrás, corre ainda mais e acredita.
Amar é o melhor que te podes fazer.

domingo, 2 de julho de 2017

Castromil

Castromil.
É um lugar pequeno mas cheio de graça. Por quem cá passa ninguém fica indiferente.
A cheiros da terra, e terra da gente.
Há alma e um rubi da Natureza.
Entre casas centenárias, ao mais belo Pinheiro.
Rosas, o mundo das rosas e das camélias também.
Um olá a cada esquina e um tudo bem também.
O mor toma lá umas nabiças, olha pega lá uns pés de cebolo.
Quem é de Castromil, conhece uma a uma as suas Minas, nunca precisou de capacete e o truque da vela foi sempre levada com muito rigor. Há a mina do gato, a mais conhecida. No fundo da escadaria já um pouco frágil a água é da cor turquesa. Um cenário que só quem já viu sabe o quanto belo é.
Há barulhos de crianças a brincar e a correr nos campos. Cruzes que fazem de balizas. E pedras gigantes a quererem ser subidas. Há prezas de água que bem conhecidas são locais deslumbrantes.... Há uma fonte no meio que dá de beber a quem passa.
O calvário também é um belo lugar, e agora até há Festa na Aldeia.
A memória leva me a Infância, a rostos que já partiram e momentos passados com os mesmos.
A avó tinha a mais bela escadaria, era tão bonita e cheirosa o quanto gostava de me sentar nela. E nos dias quentes molhar os pés no Rego de água que ali passava e passa. Mas agora não é tão bonito. Ela não está lá, não há flores, não há cheiro a flores e a fumo. Não há avó...
Correr pelo pequenos caminhos de terra e dar para os campos era tão bom. O cheiro era agradavelmente bom. Cheirava a terra, a flores a amoras nas bordas. Via se borboletas, havia tantas.... E os passarinhos a cantar? Parecia que até fazia eco. O momento das regas, abrir prezas  era tão bom, correr atrás dos mais velhos com que tentativa que eles não dessem conta que nós molhava mos todos.
Castromil, cheio de histórias e de famílias com História.
Um viveiro com 1 século de história.
Ser de castromil é conhecer as histórias com cabeças de porco entre muitas mais. É lembrar do rádio Tanque que agora está quase sempre sozinho.
Ai meu Castromil cheio de graça, com ouro na floresta e floresta com ouro.
Ser de Castromil é amar a sua aldeia, é gostar de quem por cá passa. É amar e preservar o que é nosso. É lutar para continuar.
É saber que na nossa aldeia a cheiros. Muitos cheiros, e cheiros da Gente.

Carla Soares 17-06-2017

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Reino Maravilhoso

Meu querido Vale da Vilariça, a quantos vês passar, quantos viste nascer.
És tão belo e formoso. Paisagens sem fim.
AR puro que respiras e deixas respirar, é tão fácil te amar.
Estou com saudades, tenho de te voltar a visitar. Vilarelhos e a sua festa se aproximam, e a capela da Nossa Sra dos Anúncios Bem lá no alto vai voltar a brilhar numa explicação sem fim.
Vilarelhos, terras de Olivais e Amendoeiras sem fim, que tanto é Belo na Primeira, Verão Outono e Inverno. Tu que vês o Sol nascer, e finais de tarde do soalheiro no belo banco que outrora foi da avô Sofia Augusta, tu que vês ao longe o belo do cume da Serra de Bornes cheia de Neve no Inverno, e Florido no Verão.
Tu que tantas memórias tens, das gentes daí e pelos por aí percorreram. Porque tão belo és. Mergulhos na Barragem para os mais jovens que já poucos os são. Um lugar com um enorme volume de pessoas envelhecidas, mas só pelo exterior pois o espírito esse permanece jovem. Oh meu querido Sr Manuel que todos os dias essas sabias pernas te levam ao vale do Mendo, e ai te tornas eternamente jovem.
À lugares que amamos e pessoas que amamos desde o primeiro instante.
Obrigada Vale da Vilariça, Vilarelhos e aos meus sogros que os amei desde que os conheci.

Carla Soares 30-06-2017