Castromil.
É um lugar pequeno mas cheio de graça. Por quem cá passa ninguém fica indiferente.
A cheiros da terra, e terra da gente.
Há alma e um rubi da Natureza.
Entre casas centenárias, ao mais belo Pinheiro.
Rosas, o mundo das rosas e das camélias também.
Um olá a cada esquina e um tudo bem também.
O mor toma lá umas nabiças, olha pega lá uns pés de cebolo.
Quem é de Castromil, conhece uma a uma as suas Minas, nunca precisou de capacete e o truque da vela foi sempre levada com muito rigor. Há a mina do gato, a mais conhecida. No fundo da escadaria já um pouco frágil a água é da cor turquesa. Um cenário que só quem já viu sabe o quanto belo é.
Há barulhos de crianças a brincar e a correr nos campos. Cruzes que fazem de balizas. E pedras gigantes a quererem ser subidas. Há prezas de água que bem conhecidas são locais deslumbrantes.... Há uma fonte no meio que dá de beber a quem passa.
O calvário também é um belo lugar, e agora até há Festa na Aldeia.
A memória leva me a Infância, a rostos que já partiram e momentos passados com os mesmos.
A avó tinha a mais bela escadaria, era tão bonita e cheirosa o quanto gostava de me sentar nela. E nos dias quentes molhar os pés no Rego de água que ali passava e passa. Mas agora não é tão bonito. Ela não está lá, não há flores, não há cheiro a flores e a fumo. Não há avó...
Correr pelo pequenos caminhos de terra e dar para os campos era tão bom. O cheiro era agradavelmente bom. Cheirava a terra, a flores a amoras nas bordas. Via se borboletas, havia tantas.... E os passarinhos a cantar? Parecia que até fazia eco. O momento das regas, abrir prezas era tão bom, correr atrás dos mais velhos com que tentativa que eles não dessem conta que nós molhava mos todos.
Castromil, cheio de histórias e de famílias com História.
Um viveiro com 1 século de história.
Ser de castromil é conhecer as histórias com cabeças de porco entre muitas mais. É lembrar do rádio Tanque que agora está quase sempre sozinho.
Ai meu Castromil cheio de graça, com ouro na floresta e floresta com ouro.
Ser de Castromil é amar a sua aldeia, é gostar de quem por cá passa. É amar e preservar o que é nosso. É lutar para continuar.
É saber que na nossa aldeia a cheiros. Muitos cheiros, e cheiros da Gente.
Carla Soares 17-06-2017
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